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Violência em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Pernambuco
No Rio de Janeiro, a violência é bastante localizada, ou seja, ocorre principalmente nas áreas próximas aos morros e favelas, e em alguns pontos específicos da cidade.

Em São Paulo, a violência é bastante é especializada, ou seja, são criminosos profissionais que assaltam, principalmente, condomínios, bancos, lojas, e levam muito dinheiro sem nenhum disparo de arma de fogo.

Já em Pernambuco, a violência é generalizada e despreparada, ou seja, o bicho pega em todo canto e os criminosos são amadores: matam pra roubar poucas dezenas de reais.

Minha proposta é que o governo pernambucano contrate criminosos paulistas para ministrar cursos e workshops para os bandidos pernambucanos. E, na saída do evento, prenda todos.

O oitavo hábito das pessoas altamente eficazes

Já li algumas pesquisas sobre hábitos das pessoas e um dos hobbies mais citados sempre é “ler”. Entretanto, de acordo com levantamentos recentes, o Brasil tem um péssimo índice de leitura com média de apenas 1,8 livro por pessoa/ano. Pelo jeito, as pessoas não lêem, mas acham chique dizer que lêem.

Eu, de fato, tenho como hábito comprar livros. Sou rato de livraria, frequento pelo menos duas vezes por semana, adoro comprar livros, mas não gosto muito de ler. Afinal, como diz o meu amigo Astier Basílio: “comprar livros é muito melhor do que lê-los”.

Mas quando eu vou ao shopping e ultrapasso o tempo de gratuidade do estacionamento, aí eu faço questão de ler um livro. Procuro um pocket book de poucas páginas, cujo valor seja superior ao custo do estacionamento, e degusto o livro inteiro na livraria. Inclusive eu acho que o faturamento de uma livraria é inversamente proporcional ao conforto das cadeiras: quando mais cômodas forem as cadeiras, mais pessoas vão ficar lendo e não vão comprar.

Nas minhas leituras em livrarias, percebi que a maioria dos livros de bolso não cabe na maioria dos bolsos. Deveriam se chamar livros de bolsa, porque só cabem numa bolsa de mulher. E, quando um livro de bolso é tão pequeno que cabe na maioria dos bolsos, a maioria das pessoas lê o livro na livraria e não compra.

Adoro observar a seção de auto-ajuda e me divertir com o título dos livros. Mas acho que, se uma pessoa se motiva pra ir numa livraria comprar um livro de auto-ajuda, é porque já está motivada e não precisa mais do livro. Um dos livros de auto-ajuda mais vendido do mundo (mais de 15 milhões de exemplares) é “Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes”. A edição tradicional tem 444 páginas, mas depois foi lançada uma versão pocket, o que me fez descobrir o oitavo hábito de uma pessoa altamente eficaz: esperar a versão pocket dos livros e ler gratuitamente na livraria.

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Duas idéias para os cruzamentos

Ao falar em cruzamentos, muita gente pensa logo em sexo; muitos homens pensam logo em futebol; médicos pensam em gametas. Mas eu queria falar sobre os cruzamentos de trânsito.

Ao passar por um cruzamento sem semáforo, é necessário olhar para os lados para verificar se vem algum carro. Para isso, precisamos concluir, em um curto espaço de tempo, para qual lado é necessário olhar. Se a rua a ser cruzada for de mão dupla, é necessário olhar para ambos os lados, mas, se for de mão única, é necessário identificar o lado correto para olhar.

Quando tem uma placa VIRE A DIREITA, entende-se que o fluxo é para a direita e que, portanto, deve-se olhar para a esquerda.

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Se a placa for PROIBIDO VIRAR A DIREITA, entende-se que o fluxo é para a esquerda e, portanto, deve-se olhar para a direita.

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Resumindo, em caso de uma placa permissiva, deve-se olhar para o lado oposto da seta. Em caso de uma placa negativa, deve-se olhar para o mesmo lado da seta. Entretanto, este raciocínio pode demandar alguns milésimos de segundos, que podem ser determinantes para um acidente.

Desta forma, sugiro a criação de uma placa que informe diretamente para qual lado deve-se olhar. Poderia ser um desenho de uma espécie de olho com a seta informando o lado a ser olhado (se alguém, inclusive, se habilitar a sugerir um desenho, agradeço).

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A segunda idéia parte do pressuposto de que, à noite, os cruzamentos ficam mais perigosos pois é necessário uma atenção especial até mesmo para os cruzamentos com semáforo. Mesmo com a luz verde, deve-se olhar para os lados já que algum veículo pode cruzar na luz vermelha. Por isso, sugiro que seja colocado uma espécie de retrovisor de esquina (tipo aqueles que tem no portão de saída de carros de alguns prédios) gigante que permita o motorista ver se vem algum carro no cruzamento.

Agosto, 2009

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