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O Número 2 e a Pena de Morte

Um belo dia estava na sala de espera de uma clínica, fui fazer o número 1 no banheiro (claro que foi no banheiro, até parece que eu iria mijar no vaso de planta fora da minha casa) e observei que existia um pequeno vestígio de um número 2 boiando solitário na privada.

Após finalizar minha necessidade, dei descarga, lavei as mãos (sempre!) e, quando já estava saindo do sanitário, vi que o “presente” ainda estava lá. Fiquei preocupado porque, se eu saísse do banheiro, seria automaticamente considerado o autor. Então dei mais duas descargas, mas nada dele desaparecer. Cogitei até removê-lo manualmente utilizando um copo plástico, mas - ainda bem - que na terceira descarga consegui exterminá-lo.

Nada pior do que ser acusado por algo que você não fez. Acho que é por isso que a pena de morte não tem dado tão certo nos Estados Unidos: porque algumas pessoas podem ser acusadas – e condenadas – por atos que não fizeram. E, a partir do momento que isso ocorre pela primeira vez, todo o sistema perde sua credibilidade.

Segundo os economistas Levitt e Dubner no livro “Freakonomics”, o índice anual de execuções dos condenados à pena de morte é de apenas 2%. Em toda a década de 90, houveram apenas 478 execuções de pena de morte nos Estados Unidos. Enquanto isso, todos os anos ocorre uma morte por afogamento em piscina para cada onze mil piscinas residenciais nos Estados Unidos.

Considerando as seis milhões de piscinas, isso significa 550 afogamentos por ano. Ou seja, em um ano ocorrem mais mortes por afogamento em piscina do que mortes por execuções de pena de morte. Portanto, se você está condenando à pena de morte, cuidado com piscina, viu?

Teoria dos carecas

À medida que o homem foi evoluindo, os pelos do corpo foram diminuindo. Alguns estudos apontam que a tendência é a extinção total dos pêlos, ou seja, todo mundo vai ser careca. Isso leva a conclusão que os carecas são espécies mais evoluídas, tanto é que a maioria dos cientistas e ganhadores de Prêmio Nobel são carecas.

Acho que é por isso que tem tanto jogador de futebol e artista global cabeludos. Os que são carecas, é porque raspam. Seriam, então, as mulheres espécies menos evoluídas, já que não existem mulheres carecas?

Já ouvi dizer que os países frios são mais evoluídos do que os quentes porque existem menos opções de entretenimento no frio e, portanto, a população tende a focar no trabalho. Entretanto, acho que a evolução dos países frios está relacionada com a perda dos cabelos.

Veja bem: nós sabemos que os conectores elétricos têm uma melhor performance a uma temperatuxa mais baixa. Então podemos concluir que a ausência dos pelos na cabeça tornariam as conexões entre os neurônios mais efetivas, já que não haveriam pelos para reter o calor produzido no corpo. Além disso, a ausência do cabelo também aumenta a exposição ao sol, por isso que a evolução da espécie tem um efeito menor nos países quentes.

Teoria do equilíbrio social do ascensorista

Trabalhei muito tempo num prédio que tinha ascensorista. Certo dia, depois de mais de cinco anos frequentando este prédio, ele faltou. Soube que foi a primeira vez, nos 56 anos do prédio, que o elevador ficou sem o seu comandante. Apesar do relativo caos, criou-se uma oportunidade inédita: sentar na cadeira do ascensorista.

Achei muito interessante a idéia daquele banquinho preso à parede do elevador. Não entendo porque essa idéia não é estendida aos passageiros. Poderiam ter vários banquinhos disponíveis no contorno do elevador de forma que, pelo menos quando o elevador estivesse relativamente vazio, os passageiros pudessem se sentar. E, quando estivesse cheio, o banquinho seria levantado para não atrapalhar.

Acho que essa idéia não emplacou por uma questão de equilíbrio social. Porque o direito de sentar no banquinho é um dos únicos benefícios que o ascensorista tem em relação aos demais passageiros. E, se todos tivessem acesso a esse benefício, os ascensoristas perderiam o diferencial de suas vidas.

Abril, 2009

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