Cansaço, indisposição, pele seca, cabelos secos, dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, cistites, formação de cálculos (pedras), alterações da pressão arterial, da circulação, do sistema hormonal, irritabilidade, insônia. Estes são alguns exemplos do que pode acontecer com uma pessoa que bebe pouca água por dia. A recomendação dos médicos é beber pelo menos 2 litros de água por dia, ou seja, pelo menos 8 copos.
Até pouco tempo atrás, o consumo de água era através de garrafas que ficavam dentro das geladeiras. Aos poucos, as garrafas foram sendo substituídas pelos bebedouros com garrafões de água.
Esta mudança na forma de armazenar e consumir água ocorreu porque o bebedouro é mais barato do que a geladeira e porque os garrafões comportam uma maior quantidade de água dos que as garrafas, de modo que o intervalo de reposição é maior. Por outro lado, a utilização de bebedouros aumentou o tempo necessário para encher um copo, pois, normalmente, a vazão de água das garrafas é bem maior do que a dos bebedouros.
Em uma experiência utilizando uma caneca, constatei que, enquanto a caneca é enchida pela garrafa d´água em 5 segundos, no bebedouro são necessários 20 segundos, ou seja, um tempo quatro vezes maior.
No mundo moderno globalizado, onde a máxima “tempo é dinheiro” é cada vez mais verdadeira, as pessoas não pode esperar tanto tempo para uma atividade tão simples e banal quanto encher um copo d´água, e por isso acabam tomando apenas alguns goles por dia. O problema é que esta “atividade simples e banal” de beber água é a maior das necessidades do corpo humano.
Diante desta situação, me pergunto porque a indústria de bebedouros até agora ainda não utilizou a mesma estratégia adotada há décadas atrás pela indústria de pasta de dente: aumentar o diâmetro de vazão. Desta forma, resolveria o problema do baixo consumo de água da humanidade, e ainda aumentaria a venda de água.
A resposta é que, diferentemente do caso da pasta de dente, a indústria de bebedouros não se beneficia diretamente pelo aumento da venda de água – pois este só é de interesse da indústria de garrafões.
Portanto, sugiro que haja uma fusão entre as empresa de bebedouros e as de garrafões de água. Ou então vamos passar a beber pasta de dente.