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Guia de Etiqueta - Peido

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O peido é uma situação que está no dia-a-dia de todos nós (acreditem: os artistas também peidam) e, portanto, não pode ser ignorado. As dicas de etiqueta para o momento da emissão variam de acordo com o tipo do peido.

Se for do tipo “barulhento e inodoro”, a dica é dar um grito, bem na hora da liberação.

Se for do tipo “silencioso e mortal”, a dica é fracionar o peido em pequenas partes, que devem ser liberadas com um intervalo de 30 a 50 segundos, para que o odor de cada parte seja imperceptível, face à descontinuidade da emissão.

Se for do tipo “barulhento e mortal”, a sugestão é segurar pelo máximo de tempo possível e aguardar alguém peidar e ser acusado, para então soltar o seu. Se não for possível segurar, então só lhe resta evacuar do recinto.

Independente do tipo, se a emissão estiver acontecendo com muita freqüência, a dica é desistir de peidar e ir cagar.

Teoria da Pipoca no Cinema

A venda de pipocas em cinema é, sem dúvida, um dos negócios com a maior taxa de rentabilidade do mundo. Gostaria de entender a estrutura de custos dos executivos envolvidos no mercado de pipocas para chegar a um valor final de venda tão alto.

Assim como Seinfeld dizia que o mercado de aviação gira em torno de vender sanduíches nos aeroportos por preços astronômicos, acho que toda a indústria milionária do cinema gira em torno de vender pipocas. Super astros, efeitos especiais e roteiros criativos são apenas artifícios para aumentar o consumo de pipocas.

E para aumentar ainda mais a margem de lucro, eles ainda aplicam o golpe do gelo, que consiste em ocupar o copo do refrigerante com muito gelo para que caiba a mínima quantidade de refrigerante. É por isso que os copos de refrigerante têm aquela tampinha só com o buraco do canudo: o objetivo é esconder o excesso de gelo.

Guia de Etiqueta - Tic-Tac

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A oferta de um bombom TIC TAC pode ser considerada como algo bastante simples, mas requer algumas regras. O TIC TAC normalmente é ofertado no modelo “self-service”, ou seja, o ofertante fornece a caixinha para ofertado, de modo que este se sirva.

O grande dilema entre os especialistas em etiqueta é definir a quantidade de TIC TACs que deve ser retirada pelo ofertado. A regra geral é que a quantidade deve ser diretamente proporcional ao grau de intimidade com o indivíduo ofertante.

Portanto, quando um indivíduo desconhecido oferece, normalmente por educação, deve-se pegar apenas 1 (hum) – mesmo sabendo que apenas 1 (hum) TIC TAC não é capaz de proporcionar prazer. É por isso que nestas situações as pessoas normalmente não aceitam a oferta.

Para resolver este dilema, deve ser estabelecido que o QMT-PP (Quantidade Mínima de Tictac que Proporciona Prazer) é 3 (três), e o modelo “self-service” deve ser abolido, de modo que o ofertante sempre entregue o QMT-PP nas mãos do ofertado.

Teoria da Multiplicação do Prazer

A vida é uma eterna busca por prazeres e cada um tem os seus. Para uns, ganhar dinheiro é um prazer. Para outros, o prazer é gastar. E cada prazer tem uma intensidade. Para mim, por exemplo, assistir ao jogo de futebol do meu time é um prazer 8, numa escala de zero a dez.

Há uma tendência natural de busca de novos prazeres, enquanto que a multiplicação dos prazeres já existentes muitas vezes é desprezada. A TMP (Teoria de Multiplicação do Prazer) tem por objetivo estimular a multiplicação dos prazeres já existentes, em detrimento à busca incessante de novos prazeres.

Vamos a um exemplo simples que conceitua bem TMP.

Para mim, comer um chocolate é um prazer 9. Mas se este mesmo chocolate for dividido em metades, o prazer de cada uma das partes é maior do que o prazer do chocolate inteiro dividido por dois. Diria que o prazer de cada metade do chocolate é 7. Se cada metade desta for dividida em duas partes iguais, cada quarto terá uma prazer superior ao todo dividido por quatro. Diria que o prazer de cada quarto do chocolate é 5. Portanto, ao ingerir os quatro quartos do chocolate, terei um prazer total de 20, ou seja, um aumento de cerca de 120% em relação ao prazer original (que era 9).

A TMP pode ser aplicada não somente a alimentos, mas a muitas outras coisas, como dinheiro, sexo e jogos de futebol. Só não sei como.

Teoria do Consumo de Água

Cansaço, indisposição, pele seca, cabelos secos, dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, cistites, formação de cálculos (pedras), alterações da pressão arterial, da circulação, do sistema hormonal, irritabilidade, insônia. Estes são alguns exemplos do que pode acontecer com uma pessoa que bebe pouca água por dia. A recomendação dos médicos é beber pelo menos 2 litros de água por dia, ou seja, pelo menos 8 copos.

Até pouco tempo atrás, o consumo de água era através de garrafas que ficavam dentro das geladeiras. Aos poucos, as garrafas foram sendo substituídas pelos bebedouros com garrafões de água.

Esta mudança na forma de armazenar e consumir água ocorreu porque o bebedouro é mais barato do que a geladeira e porque os garrafões comportam uma maior quantidade de água dos que as garrafas, de modo que o intervalo de reposição é maior. Por outro lado, a utilização de bebedouros aumentou o tempo necessário para encher um copo, pois, normalmente, a vazão de água das garrafas é bem maior do que a dos bebedouros.

Em uma experiência utilizando uma caneca, constatei que, enquanto a caneca é enchida pela garrafa d´água em 5 segundos, no bebedouro são necessários 20 segundos, ou seja, um tempo quatro vezes maior.

No mundo moderno globalizado, onde a máxima “tempo é dinheiro” é cada vez mais verdadeira, as pessoas não pode esperar tanto tempo para uma atividade tão simples e banal quanto encher um copo d´água, e por isso acabam tomando apenas alguns goles por dia. O problema é que esta “atividade simples e banal” de beber água é a maior das necessidades do corpo humano.

Diante desta situação, me pergunto porque a indústria de bebedouros até agora ainda não utilizou a mesma estratégia adotada há décadas atrás pela indústria de pasta de dente: aumentar o diâmetro de vazão. Desta forma, resolveria o problema do baixo consumo de água da humanidade, e ainda aumentaria a venda de água.

A resposta é que, diferentemente do caso da pasta de dente, a indústria de bebedouros não se beneficia diretamente pelo aumento da venda de água – pois este só é de interesse da indústria de garrafões.

Portanto, sugiro que haja uma fusão entre as empresa de bebedouros e as de garrafões de água. Ou então vamos passar a beber pasta de dente.

Teoria da Aromatização do Suor

O suor é uma espécie de punição para as pessoas que fazem exercícios. Quanto mais exercícios, maior o mau-cheiro.

Por isso, sugiro a criação de uma pílula de aromatização do suor. A pílula seria vendida em vários sabores, de acordo com o aroma final desejado: Azzaro, Carolina Herrera, Eternity, Leite de Rosas, etc.

Os benefícios da aromatização do suor são:

- Saúde: a aromatização do suor será um grande incentivo para a prática de exercícios físicos, como esportes e malhação. Além disso, tarefas do dia-a-dia podem se transformar em exercícios como, por exemplo, quem costuma andar de elevador, pode passar a utilizar escadas.

- Trânsito: com o estímulo para praticar exercícios, muitas pessoas passarão a ser locomover a pé ou de bicicleta, o que implica em melhoria no trânsito.

- Meio ambiente: a melhoria no trânsito, por sua vez, implica em redução do consumo de combustível, o que beneficia o meio-ambiente.

Fevereiro, 2008

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