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Sapucaí

Não vejo muita graça em assistir os desfiles das escolas de samba do Rio. Acho tudo sempre muito igual. Mas adoro acompanhar a apuração dos resultados.

Mesmo sem ter visto nenhum desfile, ouvir o narrador anunciando as notas é bastante emocionante. Só não entendo a necessidade de sempre falar o nome completo das escolas de samba.

“Estação Primeira de Mangueira?
“Mocidade Independente de Padre Miguel.?

Minha preocupação é se Galvão Bueno resolve aderir à essa moda. Seria um saco, hein.

“Lá vai o Sport Club Corinthians Paulista em direção ao gol do Clube de Regatas Flamengo?

Outra coisa que eu não entendo na apuração são os critérios dos avaliadores que dão nota 9,6 para a porta bandeira de uma escola e 9,7 para a de outra. O que é esse 0,1? Ela piscou muito o olho? Colocou o dedo no nariz? Rodou a baiana no sentido anti-horário?

Dá pena ver aqueles sambistas sofrendo a cada nota. E no final perder tudo por causas de poucos décimos. Perder tudo por causa de uma piscada de olho.

Basquete

Adoro Carnaval, principalmente o Carnaval de rua de Pernambuco. É um carnaval alegre e – o que eu acho mais importante - democrático.

Após curtir um dia de folia em Olinda, fiquei impressionado com a quantidade de sujeira que fica nas ruas. São milhares e milhares de latas e garrafas. E o mais impressionante é que no outro dia está tudo limpinho. Ou seja, uma madrugada inteira de trabalho de muita gente. Talvez essa seja a única parte não democrática do carnaval.

Gostaria, portanto, de dar uma sugestão para os nossos gestores públicos para garantir que os foliões joguem as latas e garrafas nas cestas de lixo. É bem simples: basta criar cestas de lixo maiores e posicioná-las bem no alto.

Desta forma, todos iriam querer arremessar as latas nas cestas. Afinal, quem não gosta de tentar acertar um objeto numa cesta? Além da contribuição para a limpeza urbana, seria a maior diversão. Os foliões iriam catar latas do chão para arremessar. Daria até pra fazer coleta seletiva.

Tempo

Hoje em dia está na moda abordar temas como A Fonte da Juventude, O Segredo da Longevidade, Como Viver Mais, etc… Mas acho que as pessoas se preocupam muito em como aumentar o tempo total de vida e esquecem de pensar em como otimizar a vida para aproveitar melhor o tempo. Pequenos detalhes fazem a diferença.

Eu, por exemplo, não gosto muito dessa história de que tem que deixar o condicionador na cabeça por 1 minuto para “fazer efeito?. Porque esse período de tempo que você fica esperando vira um tempo perdido na sua vida. É como aqueles 5 segundos que você espera a luz vermelha do carro apagar antes de dar partida no motor.

Eu tomo banho 2 vezes por dia. Portanto, eu perco por dia 2 minutos da minha vida com essa espera, o que significa 1 hora por mês e conseqüentemente 12 horas por ano. Ou seja, cada ano, eu passo metade de um dia esperando o condicionador fazer efeito.

E aí depois do banho eu vou escovar os dentes e novamente tem essa história de esperar: 30 segundos com o Listerine na boca para “fazer efeito?.

Hoje em dia eu escovo os dentes durante o banho. O condicionador e o Listerine ficam “fazendo efeito? juntos. É uma questão de otimização de processos. É por esse mesmo motivo que as pessoas costumam ler enquanto fazem o “Número 2? e tirar catota enquanto estão paradas no sinal de trânsito.

Eu só não sei ainda o que fazer nos 5 segundos de espera para ligar o carro.

Fevereiro, 2007

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