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Teoria do Estacionamento do Shopping Center

Incrível como os shoppings centers mudaram nos últimos dez anos.

Antigamente, as lojas não abriam aos domingos, apenas a praça de alimentação e os cinemas. E durante a semana os shoppings fechavam mais cedo, sendo comum ver uma loja “FECHADA PARA BALANÇO”.

Hoje em dia, já tem shopping funcionando 24 horas, o domingo é um dos dias mais movimentados, e nem se cogita fechar para balanço.

Mas o que eu sinto falta mesmo é da época em que o estacionamento gratuito. Aquela época era uma maravilha. Hoje em dia, quando eu penso em ir ao shopping, preciso fazer todo um planejamento estratégico para conseguir atingir meus objetivos sem ultrapassar o tempo mínimo de permanência para não pagar o estacionamento.

Comprar camisa, trocar sapato, alugar filme, colocar terno para lavar são alguns dos feitos que já conseguir realizar, sem precisar pagar o estacionamento. Cada um de uma vez, claro.

Hei de confessar que já fracassei.

Tive vontade de esganar a moça do caixa da livraria quando ela me falou ter que reiniciar o computador pois o sistema tinha travado. Foram simplesmente dez minutos de espera. Fiquei desesperado! Nem no meu plano de contingência número 7, estava previsto um atraso tão grande.

Sou um cara humilde e procuro aceitar os insucessos.

Mas também sou um cara perseverante e busco compensar os meus prejuízos. Uma vez que eu já ia ter que desembolsar o valor do estacionamento do shopping (no caso, eram três reais), conclui que era necessário consumir pelo menos 10 vezes aquele valor para justificar o investimento.

Mas, quando já estava saindo da livraria para começar as compras, EUREKA! Tive uma idéia! Retornei para a livraria, procurei um livro de trinta reais, sentei numa confortável poltrona e saboreei calmamente cada página, degustando do doce sabor da vingança.

Na saída do shopping, paguei os três reais do estacionamento e fiz as contas: tinha acabado de lucrar vinte e sete reais.

Preciso ir mais vezes ao shopping!

Cadeiras

Dando continuidade à minha eterna busca por otimizar processos para economia de tempo (iniciada na crônica Tempo), um dos principais instrumentos para isso é a melhoria da comunicação entre as pessoas.

Uma cena comum em que o processo de comunicação poderia ser otimizado: quando uma pessoa está em um bar/restaurante à procura de uma cadeira para sentar.

Nesta situação, o primeiro passo é localizar uma cadeira vazia em outra mesa. Em seguida, aproxima-se de uma das pessoas da mesa e uma das duas perguntas é feita:

1) Tem gente? (cuja resposta seria Não)
2) Posso pegar? (cuja resposta seria Sim)

O problema é que hoje em dia as duas perguntas estão sendo feitas, e este é exatamente o processo que eu gostaria de otimizar, padronizando apenas uma das perguntas.

Devido ao excesso de barulho normalmente existente nesses ambientes (bar/restaurantes), ao fazer a pergunta ‘Tem gente?’ e ouvir a resposta ‘Não’ o emissor fica inseguro achando que o receptor pode ter achado que ele (emissor) fez a outra possível pergunta para este tipo de situação (Posso pegar?).

Portanto, para garantir de que a comunicação ficou clara, ele faz a outra pergunta ‘Posso pegar?’ e, ao ouvir a resposta ‘Sim’, certifica-se de que o receptor compreendeu tudo corretamente e de que ele pode pegar a cadeira.

Algumas pessoas podem até questionar que a segunda pergunta é necessária já que a primeira não é suficiente. Bem… não considero a primeira insuficiente pois acho bastante improvável que uma pessoa esteja simplesmente fazendo uma pesquisa sobre a disponibilidade das cadeiras de um estabelecimento sem de fato ter a intenção de pegar uma cadeira.

De qualquer forma, para evitar polêmicas, gostaria de sugerir que a pergunta padrão seja “Posso pegar??.

E espero que vocês utilizem da melhor forma possível o tempo economizado.

Tempo

Hoje em dia está na moda abordar temas como A Fonte da Juventude, O Segredo da Longevidade, Como Viver Mais, etc… Mas acho que as pessoas se preocupam muito em como aumentar o tempo total de vida e esquecem de pensar em como otimizar a vida para aproveitar melhor o tempo. Pequenos detalhes fazem a diferença.

Eu, por exemplo, não gosto muito dessa história de que tem que deixar o condicionador na cabeça por 1 minuto para “fazer efeito?. Porque esse período de tempo que você fica esperando vira um tempo perdido na sua vida. É como aqueles 5 segundos que você espera a luz vermelha do carro apagar antes de dar partida no motor.

Eu tomo banho 2 vezes por dia. Portanto, eu perco por dia 2 minutos da minha vida com essa espera, o que significa 1 hora por mês e conseqüentemente 12 horas por ano. Ou seja, cada ano, eu passo metade de um dia esperando o condicionador fazer efeito.

E aí depois do banho eu vou escovar os dentes e novamente tem essa história de esperar: 30 segundos com o Listerine na boca para “fazer efeito?.

Hoje em dia eu escovo os dentes durante o banho. O condicionador e o Listerine ficam “fazendo efeito? juntos. É uma questão de otimização de processos. É por esse mesmo motivo que as pessoas costumam ler enquanto fazem o “Número 2? e tirar catota enquanto estão paradas no sinal de trânsito.

Eu só não sei ainda o que fazer nos 5 segundos de espera para ligar o carro.

'Otimização do Tempo'

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