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Proposta política - Meio ambiente |

Um saco plástico pode demorar até 500 anos para se decompor na natureza. Mesmo assim, a maioria dos estabelecimentos comerciais no Brasil fazem uso indiscriminado desse tipo de embalagem, tornando o produto responsável por 10% de todo o volume do lixo depositado nos aterros sanitários do país.

Já existem muitos iniciativas pelo mundo para resolver este problema: desde ações simples como sacos ecológicos e/ou retornáveis, até ações mais drásticas como a proibição ou a cobrança dos sacos.

Acho que o principal culpado pelo excesso de sacos plásticos são os funcionários de estabelecimentos comerciais, que abusam na oferta de sacos aos clientes. É comum que um funcionário ofereça um saco quando um cliente compra, por exemplo, um simples chocolate.

Minha proposta é que todo produto deve ter uma forma própria de carregamento unitário (se for um produto grande, deve ter uma alça, por exemplo), de modo que seja proibido o transporte de 1 unidade de qualquer produto em um saco. Deus nos ensinou isso: a mulher tem 1 pinguelo, então não precisa de saco; já o homem tem 2 ovos, então precisa saco.

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Crônicas relacionadas:
Artigo publicado no site Webinsider |

23 de julho de 2008, 14:55

Nosso amigo foi à lanchonete e protagonizou uma situação típica de atendimento ao cliente com desfecho inadequado e pouco comprometido com o negócio. Não deixe que isso aconteça em sua empresa.

Por Murilo Gun

Fui a uma burgueria em Recife e, ao pedir um sanduíche, percebi que a carne estava muito mal passada. Eu até gosto de carne meio crua, mas desde que seja pelo menos passada. Fui comendo o sanduíche pelas beiradas (literalmente), até que o sangue bovino começou a escorrer por todos os lados e então percebi que era inviável continuar.

Resolvi, portanto, chamar o garçom para encaminhar minha reclamação. O garçom consentiu que a carne estava crua, mas alegou que era “novato” e chamou um garçom mais experiente. O outro garçom, o dito “mais experiente”, também concordou que a carne do sanduíche estava crudelíssima, mas, mesmo sendo o tal “mais experiente”, não sabia como proceder e chamou o gerente.

O gerente, por sua vez, disse:

- Não está mal passada. Está à moda da casa.

Para quem não sabe, o termo “à moda da casa” é uma espécie de carta-curinga dos funcionários de restaurantes para justificar qualquer problema com a comida.

Reafirmei para o gerente que esta muito mal passada, mas o mesmo insistiu em utilizar a carta-curinga tirada da manga. Aleguei que os seus próprios subordinados (os garçons) haviam consentido, assim como todas as pessoas que estavam comigo na mesa, mas meu esforço foi em vão. Os garçons, a propósito, ficaram constrangidos em ter que assumir, na frente do próprio chefe, que o sanduíche estava cru.

Resolvi, então, promover uma enquete no estabelecimento para analisar o estado da carne do meu sanduíche. Abordei os clientes de mesas vizinhas, permiti que eles manipulassem o sanduíche e analisassem. Todos os clientes abordados consentiram que estava crua mas o gerente, que observou tranqüilamente a execução da enquete, ignorou o resultado e insistiu na carta-curinga “à moda da casa”.

Coincidentemente, percebi que o proprietário do estabelecimento estava presente e relatei a minha frustração para ele. O proprietário conversou com o gerente, que logo veio recolher meu sanduíche.

Alguns minutos depois, para minha surpresa, um garçom veio entregar o meu mesmo sanduíche (aquele todo mordido pelas beiradas), mas agora com a carne muito bem passada. Esta atitude me impressionou pois, pelo pouco que eu sei, um dos princípios básicos de higiene em cozinhas industriais é que, uma vez que o alimento é manipulado (tocado ou comido) pelo cliente, não é permitido que retorne à cozinha.

Esta precaução deve ser tomada pois, se o cliente tiver alguma doença, a cozinha será contaminada e, conseqüentemente, os alimentos dos outros clientes. No caso de um burgueria, entendo que esta questão seja ainda mais crítica, pois todos os sanduíches compartilham de uma mesma chapa (que não é eleitoral, mas culinária).

Neste caso, além de mim e meus colegas terem provado, o sanduíche passou nas mãos de vários clientes durante a realização da enquete. Expliquei isso para o gerente e orientei que o correto era que ele tivesse providenciado outro sanduíche, mas a sua resposta foi:

- E quem vai arcar com o prejuízo?

Esta é uma pergunta típica de funcionários que não têm real comprometido com o negócio. É até compreensível quando vêm de funcionários de baixo escalão, mas inadmissível quando vem do próprio gerente do estabelecimento.

O custo marginal de produzir mais um sanduíche é infinitamente inferior ao custo intangível de prejudicar a imagem de uma empresa e de “conquistar” um cliente insatisfeito, que pode e tem um terrível efeito viral.

Este caso relatado serve para ilustrar alguns dos problemas comuns em bares e restaurantes, em decorrência da mão de obra desqualificada. Segundo dados do Sebrae, 76% dos funcionários de bares e restaurantes não recebem treinamento profissional.

Dentre os problemas relatados, podemos destacar:

- Atendimento ao cliente: a antiga máxima “o cliente tem sempre razão” precisa ser reforçada com os funcionários, afinal, quem paga os salários não é o patrão, e sim o cliente.

- Gestão de riscos: ao se deparar com uma situação crítica, é necessário fazer uma análise dos riscos antes de tomar uma decisão. No caso relatado, oferecer um novo sanduíche compensa o risco de “conquistar” um cliente crítico do estabelecimento.

- Gestão de pessoas: um gestor de pessoas é um líder e suas ações precisam ser inquestionáveis como forma de ser respeitado pelos seus subordinados. Portanto, um gerente que atende mal o cliente, terá dificuldades em orientar corretamente a sua equipe de garçons.

- Branding: todo o esforço de construção de uma marca pode ser jogado fora se pessoas despreparadas estiverem à frente de um negócio. No caso relatado, quem acabou arcando com o prejuízo não foi o cliente, nem o gerente, e sim o proprietário.

- Higiene: a higiene é uma exigência básica de um restaurante, não devendo ser considerada um critério de diferenciação. Em um mercado tão competitivo, um estabelecimento que não preze pela higiene em benefício dos seus clientes está fadado ao fracasso.

Para resolver este problema, duas ações simples podem ser realizadas:

- Treinamento: os funcionários devem passar por um treinamento, de preferência realizado por uma empresa especializada. Todos precisam receber orientações de higiene e os funcionários que tenham contato direto com o cliente (recepcionistas, garçons, maitres e gerentes) devem ter treinamentos de atendimento e orientações sobre procedimentos para resolução de conflitos.

Além disso, o gerente precisa ter um treinamento específico para gestão de pessoas. Em épocas de pico, um dos erros comuns é a contratação emergencial de funcionários temporários, sem que haja tempo para realização dos treinamentos. Para resolver isso, deve-se planejar antecipadamente os picos e fazer as contratações com tempo hábil para preparação dos funcionários.

- Mistery shopping: uma estratégia pouco utilizada para analisar a qualidade do atendimento é o Mystery Shopping [2], também conhecido como “cliente oculto”. Esta técnica, de caráter observacional, tem o objetivo de obter uma análise do ponto de vista do consumidor em uma situação real, e é realizada através de visitas pessoais ao ponto de venda, realizada por um profissional qualificado e treinado que, ao se fingir de cliente, observa os itens relevantes a serem investigados.

O Mystery Shopping também pode ser protagonizado por um dos proprietários do estabelecimento e, até mesmo, por um funcionário. Nestes casos, é necessário que os protagonistas não sejam reconhecidos pelos funcionários. Este tipo de ação é realizada principalmente por restaurantes que tenham diversas filiais ou franquias. Um restaurante que tenha filial em outro Estado, por exemplo, envia um funcionário para que este se passe por cliente e analise o atendimento, sem ser reconhecido pelos outros funcionários.

Para finalizar, gostaria de deixar esta enquente:

O que é melhor? Uma comida boa e atendimento ruim, ou comida ruim e atendimento bom?

Resposta: comida boa e atendimento bom.

Publicado no Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/07/23/e-quem-vai-arcar-com-o-prejuizo/

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Proposta política - Corrupção |

É senso comum da população que o maior problema do Brasil é a corrupção. A corrupção está presente no dia-a-dia da política brasileira, mas, cada vez mais, também vem contaminando a própria sociedade.

Um dos casos mais comuns de corrupção envolvendo ambas as partes (governo e cidadão) é a propina nas blitzes rodoviárias. O grande paradoxo é que, o mesmo cidadão que reclama dos políticos, também pratica a corrupção ao pagar propina para policiais rodoviários.

Existem, é claro, cidadãos que percebem este paradoxo e se recusam a pagar propina, preferindo arcar com as conseqüências de uma possível multa. Entretanto, o fato isolado de um cidadão recusar o pagamento de propina não colabora para o fim da corrupção.

É preciso, portanto, acabar de vez com o “dinheiro da cervejinha”, até porque eles nunca querem dinheiro para uma cervejinha, e sim para uma grade inteira. Para isso, é necessário denunciar a corrupção dos policiais rodoviários nas blitz, como forma de inibir que eles pratiquem o ato.

Minha proposta é que seja criado um blog incentivando os cidadãos a denunciarem tentativas de corrupção em blitz rodoviárias do Brasil. O cidadão deve filmar a abordagem do policial rodoviário no ato de tentativa de corrupção, colocar no YouTube e postar no blog.

O blog deve orientar o cidadão sobre a melhor forma de obter o flagra: enquanto o motorista conversa com o policial, o passageiro acompanhante deve fingir manipular o celular enquanto filma a cena. Além disso, o blog deve orientar que nenhum cidadão seja filmado (para evitar revelias) e que o nome do policial na farda seja claramente identificado.

Vale ressaltar que, no vídeo, o cidadão (obviamente) não deve aceitar a tentativa de corrupção, optando por pagar a multa. Em contra-partida, todo cidadão que fizer uma vídeo-denúncia terá uma redução no IPVA equivalente ao valor da multa que foi aplicada.

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Proposta política - Fome |

Enquanto uma grande parcela da população está passando fome, muita gente está comendo demais e com problemas de obesidade. Fica evidente, portanto, que é necessário fazer um programa de redistribuição da comida, ou seja, uma reforma alimentar.

A minha proposta é oferecer gratuitamente nutricionistas para todas as famílias que estiverem com problemas de obesidade (ou seja, comendo demais). Como contra-partida, após a implantação do regime na família, toda a diferença do que comiam para o que passaram a comer, será recolhida e encaminhada para os que estão passando fome.

Desta forma, será combatida a escassez de alimentos dos famintos e o excesso de comida dos obesos, sem representar aumento de custos para ambas as partes.

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Proposta política - Desarmamento |

A campanha de desarmamento realizada no Brasil conseguiu recolher centenas de milhares de armas oferecendo uma remuneração financeira para a população que colaborasse.

Acredito que esta ação contribuiu para a redução da violência doméstica, mas não foi relevante no combate à violência urbana, pois a grande maioria dos que entregaram suas armas foram os cidadãos de bem.

Na lógica de um bandido, entregar uma arma por uma remuneração de 100 a 300 reais não é um bom negócio, pois, com aquela arma, ele pode realizar crimes que rendem uma quantia bem superior.

Levando em consideração que muitos criminosos fazem assaltos para conseguir dinheiro com o objetivo final de comprar drogas, minha proposta é que o governo realize uma campanha de desarmamento com a possibilidade de trocar a arma por drogas.

Desta forma, despertará interesse dos bandidos em participar, pois estará eliminando uma etapa complexa do processo produtivo do criminoso, já que ele poderá conseguir a droga (o seu objetivo final), sem ter que realizar o assalto (a etapa mais trabalhosa do processo).

Para o governo, essa troca (arma por drogas) resultaria em:

1) redução da violência (já que os bandidos não precisariam mais realizar o assalto para conseguir o dinheiro das drogas).

2) redução de custos (pois, em vez de remunerar em dinheiro pelas armas recolhidas, o governo pagaria com as próprias drogas que outrora foi apreendida dos próprios bandidos).

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Proposta política - Saúde |

Os médicos que trabalham em emergências ou em procedimentos críticos, como cirurgias, estão tão acostumados a ver pessoas morrendo em leitos, que atingiram um estado de “frieza” que chega a dar medo.Cada paciente que morre deixa de ser uma vida, e passa a ser simplesmente uma “operação sem sucesso”.

Para combater a “frieza” dos médicos, minha proposta é que nas lápides dos túmulos, ao lado do nome do falecido, seja escrito o nome do médico responsável e o hospital onde faleceu. Com isso, estimularemos os nossos médicos e hospitais a se dedicarem mais.

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Proposta política - Educação |

As propostas de combate ao analfabetismo sempre giram em torno da criação de escolas e da formação de alfabetizadores. O grande erro nesta lógica simples de “mais escolas e mais professores” é não levar em consideração o interesse dos analfabetos em aprender, afinal, “só podemos ajudar quem quer ser ajudado”.

Na zona rural, onde está concentrada a maioria dos analfabetos, muitos chefes de família já se acostumaram à vida de analfabeto e, conseqüentemente, assim serão os seus filhos. É necessário, portanto, estimular o interesse da população em aprender a ler e escrever.

Portanto, a minha proposta é que todos os jogos de futebol e novelas tenham que ser exibidos com dublagem em inglês e legendas em português. Desta forma, homens e mulheres terão um bom motivo para buscar a alfabetização.

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Sushi |

Eu não tenho problemas com comida. Como de tudo. Como carne, massa, verdura, legumes, tampa de caneta BIC, mulher feia. Mas eu realmente não consigo comer sushi. Na verdade, eu não como nada que vem do mar. Exceto sereia e piranha.

E sinceramente eu não acredito que as pessoas estejam realmente gostando daquele peixe cru com arroz enrolado em fita isolante. Acho que é por isso que as pessoas mergulham o sushi naquele molho salgado, que funciona mais ou menos como ketchup para comida ruim.

E é incrível como as pessoas insistem para eu provar e gostar do tal do sushi. É como se uma multinacional Sushi S.A. tivesse feito uma lavagem cerebral em todas as pessoas pra elas ficarem insistindo naquilo.

- Vai, Murilo. Dá uma provadinha, rapidinho, você vai gostar. Na primeira vez é ruim, mas depois fica bom. Coloca o molho shoyo que você nem sente.

Ainda bem que não existe uma multinacional Viado S.A.

- Vai, Murilo. Dá uma provadinha, rapidinho, você vai gostar. Na primeira vez é ruim, mas depois fica bom. Coloca o KY que você nem sente.

Os japoneses são tão inteligentes e eu admiro eles terem evoluído e criado o hashi - aqueles pauzinhos com liga pra facilitar você comer. Mas será que ainda não passou pela cabeça deles a possibilidade de utilizar o garfo?

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