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O Golpe do Gelo |

Todo mundo já conhece o golpe do gelo praticado por alguns restaurantes, lanchonetes e cinemas, que consiste em encher ao máximo o copo com gelo para reduzir a quantidade do líquido comercializado. Com este golpe, o consumidor perde em média 25% da capacidade do copo.

Na maioria dos estabelecimentos, o atendente questiona:

- O Sr. deseja gelo?

E eu costumava responder:

- Sim, mas traga o gelo num copo à parte, por favor.

Até que, recentemente, quando eu falei isso, o garçom respondeu:

- O gelo não pode vir à parte. Nós utilizamos uma porção padrão de gelo.

Porção padrão de gelo? Agora fudeu a tabaca tchola!

Ou eu bebia 100% do líquido morno ou 75% do líquido gelado.

A partir deste dia, eu comecei a pedir sempre sem gelo. E, depois que o garçom traz o meu copo totalmente preenchido pelo líquido solicitado, sem nadinha de gelo, eu dou alguns pequenos goles bebendo aproximadamente 25% do líquido em estado morno e depois falo:

- Sabe de uma coisa? Coloca aqui a porção padrão de gelo, por favor.

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Nomes de revistas |

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Tem uma revista sobre negócios e empresas chamada EXAME. Mas EXAME deveria ser uma revista sobre Saúde. E a VEJA seria uma segmento da EXAME focado em oftalmologia.

Já viram uma revista chamada PIAUÍ? Eu vejo em todas as bancas, livrarias, mas nunca tive coragem de comprar. A revista PIAUI deve falar sobre, sei lá…. CALOR. Ou então sobre cinema comentando os filmes da TEMPERATUA MÁXIMA e da TELA QUENTE.

A revista CARAS tem um castelo, tem uma ilha, mas não consegue fazer direito a porra de uma revista. Porque basicamente a revista CARAS mostra o rosto dos famosos, então a PLAYBOY era pra ser chamar BUNDAS. Poderia ter uma versão da CARAS só com políticos chamada CARAS DE PAU.

Eu sinceramente não gosto da PLAYBOY porque eu sei que é tudo PHOTOSHOP. Teve uma ex-BBB que veio dizer que nas fotos dela não usaram PHOTOSHOP. Deve ser porque o PHOTOSHOP expirou aí usaram COREL DRAW. Ou então o fracasso subiu à cabeça dela. Deveria ter uma “Reality PLAYBOY”: um fotógrafo amador, no sofá da casa da mulher, sem Photoshop, nem CorelDraw…

A Fernanda Young saiu na PLAYBOY e acho que ela foi a primeira mulher que já escreveu um livro antes de sair na Playboy e a terceira que sabia escrever. Inclusive quem tiver o link das fotos da Fernanda Young na Playboy, por favor NÃO me mande.

Tem também a revista MUNDO ESTRANHO. Eu fui folhear e o conteúdo é basicamente o mesmo da SUPER INTERESSANTE. Eu achava que a MUNDO ESTRANHO ia falar sobre, sei lá… o PIAUÍ.

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Violência em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Pernambuco |
No Rio de Janeiro, a violência é bastante localizada, ou seja, ocorre principalmente nas áreas próximas aos morros e favelas, e em alguns pontos específicos da cidade.

Em São Paulo, a violência é bastante é especializada, ou seja, são criminosos profissionais que assaltam, principalmente, condomínios, bancos, lojas, e levam muito dinheiro sem nenhum disparo de arma de fogo.

Já em Pernambuco, a violência é generalizada e despreparada, ou seja, o bicho pega em todo canto e os criminosos são amadores: matam pra roubar poucas dezenas de reais.

Minha proposta é que o governo pernambucano contrate criminosos paulistas para ministrar cursos e workshops para os bandidos pernambucanos. E, na saída do evento, prenda todos.

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O oitavo hábito das pessoas altamente eficazes |

Já li algumas pesquisas sobre hábitos das pessoas e um dos hobbies mais citados sempre é “ler”. Entretanto, de acordo com levantamentos recentes, o Brasil tem um péssimo índice de leitura com média de apenas 1,8 livro por pessoa/ano. Pelo jeito, as pessoas não lêem, mas acham chique dizer que lêem.

Eu, de fato, tenho como hábito comprar livros. Sou rato de livraria, frequento pelo menos duas vezes por semana, adoro comprar livros, mas não gosto muito de ler. Afinal, como diz o meu amigo Astier Basílio: “comprar livros é muito melhor do que lê-los”.

Mas quando eu vou ao shopping e ultrapasso o tempo de gratuidade do estacionamento, aí eu faço questão de ler um livro. Procuro um pocket book de poucas páginas, cujo valor seja superior ao custo do estacionamento, e degusto o livro inteiro na livraria. Inclusive eu acho que o faturamento de uma livraria é inversamente proporcional ao conforto das cadeiras: quando mais cômodas forem as cadeiras, mais pessoas vão ficar lendo e não vão comprar.

Nas minhas leituras em livrarias, percebi que a maioria dos livros de bolso não cabe na maioria dos bolsos. Deveriam se chamar livros de bolsa, porque só cabem numa bolsa de mulher. E, quando um livro de bolso é tão pequeno que cabe na maioria dos bolsos, a maioria das pessoas lê o livro na livraria e não compra.

Adoro observar a seção de auto-ajuda e me divertir com o título dos livros. Mas acho que, se uma pessoa se motiva pra ir numa livraria comprar um livro de auto-ajuda, é porque já está motivada e não precisa mais do livro. Um dos livros de auto-ajuda mais vendido do mundo (mais de 15 milhões de exemplares) é “Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes”. A edição tradicional tem 444 páginas, mas depois foi lançada uma versão pocket, o que me fez descobrir o oitavo hábito de uma pessoa altamente eficaz: esperar a versão pocket dos livros e ler gratuitamente na livraria.

7habitos.jpg

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Duas idéias para os cruzamentos |

Ao falar em cruzamentos, muita gente pensa logo em sexo; muitos homens pensam logo em futebol; médicos pensam em gametas. Mas eu queria falar sobre os cruzamentos de trânsito.

Ao passar por um cruzamento sem semáforo, é necessário olhar para os lados para verificar se vem algum carro. Para isso, precisamos concluir, em um curto espaço de tempo, para qual lado é necessário olhar. Se a rua a ser cruzada for de mão dupla, é necessário olhar para ambos os lados, mas, se for de mão única, é necessário identificar o lado correto para olhar.

Quando tem uma placa VIRE A DIREITA, entende-se que o fluxo é para a direita e que, portanto, deve-se olhar para a esquerda.

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Se a placa for PROIBIDO VIRAR A DIREITA, entende-se que o fluxo é para a esquerda e, portanto, deve-se olhar para a direita.

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Resumindo, em caso de uma placa permissiva, deve-se olhar para o lado oposto da seta. Em caso de uma placa negativa, deve-se olhar para o mesmo lado da seta. Entretanto, este raciocínio pode demandar alguns milésimos de segundos, que podem ser determinantes para um acidente.

Desta forma, sugiro a criação de uma placa que informe diretamente para qual lado deve-se olhar. Poderia ser um desenho de uma espécie de olho com a seta informando o lado a ser olhado (se alguém, inclusive, se habilitar a sugerir um desenho, agradeço).

***
A segunda idéia parte do pressuposto de que, à noite, os cruzamentos ficam mais perigosos pois é necessário uma atenção especial até mesmo para os cruzamentos com semáforo. Mesmo com a luz verde, deve-se olhar para os lados já que algum veículo pode cruzar na luz vermelha. Por isso, sugiro que seja colocado uma espécie de retrovisor de esquina (tipo aqueles que tem no portão de saída de carros de alguns prédios) gigante que permita o motorista ver se vem algum carro no cruzamento.

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Teoria da segurança máxima em aviões |

Viajo de avião com frequência e me sinto totalmente seguro. Mas acho que poderia ficar mais seguro ainda.

Existem algumas variáveis causadoras de acidentes que fogem do nosso controle como, por exemplo, questões climáticas. Na minha concepção, as três grandes variáveis controláveis são: o piloto, o controlador de vôo e o mecânico da aeronave.

Eu confio muito no piloto por um simples motivo: ele está no avião comigo, o cu dele também está na reta. No dia em que o piloto puder conduzir o avião à distância, eu não viajo mais.

Por isso que eu tenho desconfiança do controlador e do mecânico. Por mais que eles sejam profissionais, a vida deles não está em risco. O cara pode estar num dia mal, ter brigado com a esposa na noite anterior ou tá de ressaca do casamento da filha, e aí pode não prestar atenção em alguma coisa.

Portanto, para a viagem ficar realmente segura, o filho do controlador de vôo e do mecânico deveriam sempre viajar no avião. Todo mundo com o cu na reta… e nas alturas!

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Teoria da conspiração dos documentários de animais |

Depois de quase uma década de Big Brothers e afins, todo mundo já percebeu claramente a capacidade que a televisão tem de criar a imagem de uma pessoa utilizando o recurso de edição de imagens.

Acho que este mesmo recurso é utilizado nos documentários de animais. Toda aquela narração detalhando os comportamentos e hábitos dos animais pode ser facilmente manipulada através da edição.

Quando mostra, por exemplo, um leão cuidando dos seus filhotes e depois mostra ele indo caçar, o narrador fala: “O leão sempre verifica se os seus filhotes estão seguros antes de ir caçar. É realmente um animal bastante atencioso”

Mas quem garante que a cena do leão perto do filhotes e a outra cena dele caçando ocorreram de fato naquela ordem?

Pode ser que o leão tenha ido primeiro caçar, sem nem ter se preocupado com a segurança dos filhotes, e depois foi lá verificar se eles precisavam mesmo comer ou se ele poderia devorar toda a comida sozinho. É realmente um animal bastante egoísta.

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Michael Jackson |

O rei do pop morreu e tá rolando muita piadinha. Mas será que fazer piada com a morte de Michael Jackson é considerado humor NEGRO? Como fã de MJ, prometi que não ia criar nenhuma piada sobre ele. Mas vou falar umas que me contaram.

Porque com a morte dele, muitos comediantes tão tendo que reformular algumas piadas. Principalmente as de pedofilia. Agora a gente vai ter que usar o DJ Marlboro. Não é tão bom, mas é o que a gente tem. Apesar de que eu não gosto de fazer piada sobre pedofilia. Acho a maior criancice.

O Michael morreu e há pouco tempo morreu Dercy e Clodovil. Calypso quase morria… se morrer Preta Gil, Hebe e Rubinho eu não vou ter mais texto pra fazer show.

Me mandaram essa piada no Twitter:
“Michael Jackson morreu feliz porque vai encontrar o MENINO jesus.”

Além de ser uma piada de mau-gosto, não faz sentido porque a Madonna já tá pegando Jesus.

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A confiança no ardor |

Cortei o dedo do pé jogando futebol. Fui fazer um curativo e só encontrei Merthiolate. Apesar dele ter sido o grande vilão da minha infância, tive que encarar. Com muito cuidado, coloquei um pouquinho na ferida e, para minha surpresa, não ardeu nada. Coloquei mais, e nada de arder. Achei que o Merthiolate estava vencido ou que eu estava colocando no local errado, mas não era o caso.

Lembro claramente que, na minha infância, eu adorava o “vermelhinho” (o Mercúrio) porque ardia muito pouco, mas meus pais sempre queiram colocar o “branquinho” (o Merthiolate) que ardia muito muito. O argumento era “Se tá ardendo, é porque está curando”. E isso fazia muito sentido: eu imaginava o ardor como sendo o massacre aos micróbios. E minha mãe ficava soprando, o que era essencial para a destruição total dos inimigos.

Mas o fato é que o Merthiolate não arde mais. Provavelmente, os marketeiros fizeram uma pesquisa e constataram que as pessoas preferem um remédio sem ardor. Mas, no fundo, a gente confia mais naquele que arde.

Imagina se a água oxigenada parar de borbulhar? Eu vou ter que parar de jogar bola.

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O sexo de conciliação e o sado-masoquismo |

Tem uns casais que vivem brigando. É um acaba-e-volta impressionante. A explicação para isso é o sexo de conciliação. Porque o sexo de conciliação é bom demais. É ótimo imaginar que há pouco tempo vocês estavam se odiando e agora vão transar.

É como se os dois fossem fazer um duelo. Tipos aqueles filmes de faroeste. Um de costas pro outro. Só que eles estão nus. E aí o cara se vira, e a mulher continua de costas.

Acho que foi por causa do sexo de conciliação que começou essa história de bater durante o sexo. O casal tava brigado, rolou uma tapinha meio que sem querer. E aí começaram a gostar e chamar isso carinhosamente de sado-masoquismo.

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